AS VÁRIAS FORMAS DE AMAR

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Imagem: “Inverno“, pintura de Leonid Afremov.

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

 

Quantas formas existem de amar?

Numa sociedade que proclama o ódio

pensar em amar é sempre um avanço,

um passo decisivo para a transformação da alma.

 

Amar é, antes de tudo, sentir.

Amamos a amizade, as paixões, os bons momentos.

Mas alguns amam o sofrimento.

Estes, chamamos masoquistas.

 

Amar é verbo, portanto ação.

Mas alguns amam aquilo que detém,

amam aquilo que exercem domínio e sentem ciúmes.

Estes, chamamos ditadores.

 

Não existe amor imposto, apenas conquistado.

Assim como não existe amor sem reciprocidade.

O amor platônico somente traz infelicidade

e nos transforma em seres errantes e sem destino.

 

A conquista do verdadeiro amor é uma arte,

ela se reproduz todos os dias e cresce como uma flor.

Para o amor crescer, necessita ser regado

por sentimentos, desejos, alegrias, compartilhamento.

 

Amar é um verbo, eu sei.

Portanto, somente pode existir quando começamos a amar.

O amor pode não ser correspondido,

mas isto não é uma derrota, talvez seja a mais sublime das vitórias.

 

O amar sem correspondência é uma atitude corajosa,

um aprendizado para o amor pleno.

Mas insistir nesse conflito entre mar e rochedo

só pode resultar em sofrimento e destruição.

 

Assim, devemos estar abertos para amar,

para mudarmos o sentido da vida quando nada parecer correto,

devemos até mesmo nos transformar,

pois o amor transforma.

 

Ser transformado pelo amor é privilégio.

Mesmo que seja o amor às ideias, aos princípios, à revolução!

Pois amar não é um verbo puramente carnal,

também transcende ao espírito e ao pensamento.

 

Aliás, não existe amor puro.

A pureza do amor é uma metáfora dos românticos.

O amor exige envolvimento, exige ação,

exige a derrubada de ícones e pedestais.

 

Somente acredito no amor como um exercício diário,

como uma tarefa contínua, como um caminhar.

Por isto, não tenha medo, não se sinta as limitações das convenções.

Apenas as mais infelizes criaturas são incapazes de amar.

 

Sinta-se desafiado a amar,

obedeça ao fogo que alimenta os seus sentidos,

supere barreiras, supere medos.

Poderás ser derrotado, mas apenas temporariamente.

 

E aqui, o último ensinamento sobre a arte de amar:

A perda do amor não é a perda da vida!

Enquanto estivermos vivos estaremos amando

e acreditando que tudo pode ser novamente construído.

 

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