PARABOLAS SOBRE O MEDO

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Imagem: “O Grito”, de Edvard Munch

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

 

Não existe forma mais agressiva de violência do que a pedagogia do medo!

O medo silencia, abafa, reprime a forma mais viva de expressão…

Propor o medo é sustentar a exclusão,

É retirar, de forma cruel, o direito de viver…

 

Vivemos trancados em palacetes de dor,

Enfeitiçados por máquinas de transmissão do ódio,

Pois a televisão reproduz preconceitos.

Temos medo de falar, de ouvir, de sermos ouvidos.

 

Somos reprimidos desde a infância a não mostrar nossos sonhos,

A escola premia crianças silenciosas.

A criatividade é subversiva, e derruba a força do medo…

Ela tem o poder de nos libertar dos grilhões da mecânica.

 

Estamos impedidos de amar em plenitude,

Pois o amor é visto como uma forma de corrupção da alma,

Derruba o anseio dominante por uma sociedade de máquinas,

Eficiente, perfeita, e sem vida…

 

O medo ofusca a mágica dos sonhos,

Suprime os desejos de liberdade,

Transforma o outro em inimigo…

Mas deixa os poderosos felizes.

 

Quando somos dominados pelo medo perdemos nossa essência,

Nos escondemos entre as sombras,

Buscamos a segurança das grades, dos muros, das armas,

E a cada dia perdemos a nossa humanidade…

 

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