O PALHAÇO E A ROSA

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Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

 

Certa noite, cansado do picadeiro,

Sem o brilho das luzes que lhe conferiam emoção,

Um palhaço encontrou uma rosa!

Parou, sentou ao seu lado, e começou a apreciar a beleza da flor!

 

Passado algum tempo observou que a mesma sofria com o tempo,

Suas pétalas começavam a demonstrar fragilidade,

E refletindo sobre a sua vida pensou:

Como ele, um humilde palhaço, escondido atrás a solidão de sua máscara poderia ajudar algo tão belo, tão frágil e, ao mesmo tempo, tão poderoso?

 

Levantou a cabeça, e observou a presença baldes ao longo das lonas,

Pegou um copo abandonado, limpou a peça e encheu d’água…

Voltou à rosa e regou seu entorno, e pediu à flor que continuasse a iluminar o ambiente.

 

Consciente de que sua tarefa tinha limites, frente à vida efêmera das pétalas, novamente levantou.

Sentiu-se seguro, por ter contribuído, mesmo que pouco, para manter a beleza do mundo,

E como todo palhaço, voltou ao silêncio, caminhando de volta ao picadeiro escuro…

 

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