UM RIO ABRINDO CAMINHO

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Foto: Rio agressivo.

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

 

Muitas vezes perguntaram qual seria a minha melhor tradução.
Mergulhei em meus pensamentos,
Fui ao íntimo das minhas incertezas,
Pois temos muito mais facilidade em adjetivar os outros, do que olhar para o próprio eu!

No campo das metáforas, encontrei minha tradução num rio.
Estou em contínuo trânsito, desde o meu nascimento, em busca do meu caminho,
Não tenho paradeiro, atravesso as curvas do leito e enfrento as escarpas,
Passo pelas pedras, e mesmo quando caudaloso acabo escondendo a profundidade da minha alma.

Como um rio, não encontro limites das barreiras de margens pré-desenhadas,
A minha fúria enfrenta as tentativas de canalização, pois sempre volto ao meu leito.
Ultrapasso cidades, avanço sobre fronteiras, e somente reconheço os limites dialogados com a minha natureza.

Se queres me conhecer, olhai para um rio!
Um rio com vida, com a força agressiva das minhas correntezas.
Não espere reações estáticas, pois somente quando mortos os rios abandonam o movimento…

 

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