TIMIDEZ E OUSADIA

ocarteiroeopoeta

Foto: Cena do filme “Il Postino“, traduzido para o Brasil como “O Carteiro e o Poeta“.

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda, advogado, mestre em ciências sociais.

 

Todo poeta, como diria Neruda, refugia-se nos seus versos como um tímido!

E eu confesso, também sou tímido!

Não há vergonha em ser tímido, desde que isto não provoque paralisia,

Nem magoe terceiros, nem destrua a si mesmo…

 

A timidez, na maior parte das vezes, é uma forma de esconder anseios,

Apaziguar os sonhos, esconder limites, ou o próprio brilho!

Talvez os tímidos detenham uma ousadia contida que se revela em versos,

Em frases, na construção de ideais que vão além do nosso pensar cotidiano.

 

Com a poesia, ganhamos ousadia!

Podemos enfrentar as mais duras batalhas,

Caminhar entre as estrelas, sentir a força do Sol!

Destrinchamos nossos sentimentos em versos de amor…

 

Com nossas metáforas conseguimos traduzir o que há de mais belo em nosso íntimo,

E também podemos expressar os nossos receios…

Não esquecemos, em momento algum, que é possível ir além,

Nem que as palavras são essenciais para a nossa vida.

 

No fundo, todo o tímido carrega uma ousadia gigante pronta para aflorar.

São as águas mais calmas que apresentam a maior profundidade!

Timidez não é falta de coragem, nem medo, é um apenas refúgio,

Que talvez esconda uma força prestes a explodir…

 

 

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