O VENDEDOR DE SONHOS

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Foto: Óleo de Camille Pissaro, O Bosque de Marly, 1871.

 

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

 

Contam os poetas que havia um menino que sonhava

e que ninguém sonhava mais do que ele.

Seus sonhos previam um mundo mais justo,

onde a liberdade não era uma prerrogativa de poucos

e no qual as palavras tinham significado.

 

Um dia, o menino saiu pelo mundo a divulgar seus sonhos.

As pessoas que paravam para ouvi-lo também começavam a sonhar,

e a esperança, tida como palavra maldita, brotava nos corações.

Aos sedentos de pão, pregava a distribuição das plantações,

aos abandonados, a universalização do amor,

aos deprimidos, jardins com luzes e cores…

 

Tantos eram os sonhos, que o menino começou a chamar atenção.

Os detentores do poder começaram a persegui-lo,

e o menino foi preso, aprisionado, silenciado…

Ao sair da prisão, o menino encontrou um mundo cinzento,

e as pessoas passaram a refuta-lo.

Cansado de tantas barreiras, o menino parou de sonhar,

e saiu a navegar pela tarde em busca do Sol…

 

 

 

 

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