A ROSA DO VENTOS

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Foto:Porto Celestial“, de Vladimir Kush

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Tentei resistir como um bravo,

levantei barreiras, paredes, trincheiras,

travei batalhas nas escarpas,

mas fui derrotado por teu sorriso.

É impossível não te amar completamente,

nem resistir aos teus doces instantes,

a forma como vives em plenitude

e ao brilho dos teus olhos que iluminam o espaço.

Queria ter a frieza das geleiras

e a insensibilidade de seres vis.

Mas não consigo, diante de ti sou um adolescente

que se entrega aos teus primeiros gestos.

Por isto, às vezes sofro, mas não lamento.

Amar não é aprisionar corações,

mas tão somente querer a felicidade

de quem desejo intensamente.

És como a rosa-dos-ventos,

dona dos destinos.

Tua luz ilumina o caminho dos viajantes perdidos

e aquece o espírito em dias frios.

Carregas a tranquilidade do tempo

e a fúria de todas as marés.

Por mais que eu quisesse, jamais poderia resistir ao teu brilho.

Entretanto, embora entregue, não sou cativo.

Amo-te como com o fervor da minha liberdade,

com a grandeza do teu universo infinito

e a força do Sol nas tardes de verão.

Por isto te mo assim, inteiramente.

Amar-te é sinônimo de vida,

de alimentar a esperança

e aprender com os velhos sábios.

Pois apenas com a tua existência o mundo se torna completo.

 

 

 

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