O NARIZ DE FURAR BOLHA

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Foto: Jealousy, obra de Edvard Munch

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

A inveja já foi retratada na obra de um mestre inglês.

Contou do maldoso Iago que envenenou o Mouro guerreiro

e de herói virou assassino de quem lhe queria o bem!

Pois pensem em criatura trevosa que nem o demônio quis abraçar.

Nasceu com um defeito entre os olhos e a todos passou assustar,

Seu nome, ninguém mais lembra, mas a sua história vou lhes contar.

Nariz de Furar Bolha era um menino malvado que vivia a amaldiçoar

a quem passasse na frente com algo a realizar,

julgava, condenava e espalhava, mentiras pelo ar.

O tempo mudou sua face e óculos precisou usar,

com bico fico e olhos gigantes uma ave parecia ser,

parecia uma coruja depenada que apenas o mal conseguia ver.

Cresceu e procurou profissão, mas queria apenas mandar.

Não escolhia rei, general, pois trabalho não queria ver,

sua estratégia foi capital e coturnos passou a lamber.

Fazia discursos humildades para os desavisados enganar,

mas no fundo apenas o ódio contra todos costumava usar.

Maledicências, fofocas, a maldade com a sua boca passou a espalhar.

Usava o trabalho dos outros, como obra sua estivesse a fazer.

Contava vantagens contínuas e dos demais ficava a desdenhar.

Transmitia falsas mensagens para os espaços passar a ocupar.

Inventava falsas histórias como se justo seu espírito fosse.

Galgou escadas semeando boatos, calúnia e difamação.

Pois seu espírito não aceitava a verdade, apenas mexerico e indiscrição.

No poder perseguia inimigos, como os covardes gostam de fazer.

Como um galo chamava os outros para a briga,

mas no primeiro grito desatava a correr.

Nunca fez nada de útil, apenas sugou energias alheias.

Aproveita-se da desinformação para poderosos manter em suas teias.

Mas no fundo era vazio, como um buraco sem alma.

Furar Bolha continua no mundo e o seu veneno segue espalhando.

Aproveita-se da inveja, do preconceito e da preguiça, e a estas segue alimentando.

Se diz cumpridor de tarefa, mas a sua a arte é a cobiça.

Por onde anda não existe paz, nem sucesso, nem compaixão.

Destrói amizades antigas apenas por ambição.

É uma criatura sem brio, sem coragem ou coração.

 

 

 

 

 

 

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