CANTO DE AMOR

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Foto: Fiery Dance, de Vladimir Kush

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Não quero do amor certezas.

Se certezas buscasse, sentar-me-ia em uma jaula

e por lá ficaria olhando os ritmos controlados de um mundo fechado.

Não quero do amor a glória.

Jamais serei soldado em batalhas de disputa de egos

ou de vaidades que lutam por conquistas e não por sonhos.

Não quero do amor recato.

O amor é um fogo ardente que rompe até barreiras duras com seu fogo.

Mesmo tímido, carrega dentro de si uma brasa incandescente.

Não quero do amor lógica.

As emoções não são sistemas fechados, mecânicos como fábricas.

São espaços de liberdade, de nossas loucuras aprisionadas.

Não quero do amor covardia.

Os covardes não capazes de amar, porque temem a insegurança.

E quem ama, caminha por uma corda que balança em aventura infinita.

Não quero do amor silêncio,

salvo quando este silêncio vier acompanhado do pulsar insano dos corações

ou de vozes engolidas pelo olhar!

Eu quero, do amor, sorrisos, mesmo que imotivados,

desejos intermináveis, a vontade suprema de viver em liberdade,

pois amar é se entregar e, ao mesmo tempo, ser livre em plenitude.

Não quero amor sem vida,

de relações aparentes, de mera suportabilidade ou convenção.

Enclausurar emoções por conveniência é pior que a morte.

Em quero um amor sem fim, mesmo que seu tempo seja curto.

O tempo do amor não é o dos relógios, dos calendários,

e o interminável tempo das incertezas, de um sonho que caminha entre as estrelas.

 

 

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