ENQUANTO

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Foto:Meditation“, Gabriele Murder

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Enquanto acharmos que a esperança é impossível, ela será.

Enquanto acreditarmos que a exclusão é normal, ela perdurará.

Enquanto acharmos que o amor é ofensa, o ódio crescerá.

Enquanto acharmos que o medo é pedagógico, a violência aumentará.

Enquanto acharmos que o silêncio é o caminho, o poder dominará.

Enquanto entermos que o tempo é a solução, nada acontecerá.

Enquanto, enquanto, por enquanto, enquanto…

Somos escravos das condicionalidades, de uma vida aprisionada.

Alimentamos as tragédias com a nossa omissão,

a destruição de vidas com a nossa cegueira.

Não adianta levantarmos todos os dias para agir de forma robótica.

Nos acostumamos com os padrões sistêmicos de uma vida empobrecida

e quando alguém se levanta é isolado ou silenciado a força.

Se lutar é aceitar os modelos estabelecidos, as agendas construídas por poucos

vamos viver sempre andando em círculos, sem chegar a lugar algum.

É preciso dar um basta nas condicionalidades que hoje apenas nos destroem.

 

 

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