MIGALHAS

hambre

Foto: Hambre, de Oswaldo Guaysamin

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Migalhas, migalhas,

triste é o ser humano que se contenta em sobreviver de migalhas.

Não aceitamos mais este caminho!

Sobras, restos, fragmentos, pedaços, nada disto nos alimenta.

O nosso corpo e a nossa alma exigem mais.

Queremos um mundo completo, com justiça e igualdade.

As paredes que nos cercam não são mais suportáveis,

chega do reino do silêncio e da adaptação!

Levam-se pedras empoeiradas da indignação!

Está na hora de derrotar as armas do ódio,

desmarcar as fronteiras da crueldade e da humilhação.

Se caminharmos juntos, nada poderá nos calar.

Gritem nas ruas, vamos travar uma guerra contra o poder que aprisiona.

Só teremos paz de verdade com solidariedade e com distribuição.

As armas do poder servem apenas para nos matar,

mas nos tornamos maiores a cada bala recebida.

 

 

 

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