SONETO DO AMOR IMPURO

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Foto: La Caricia de Eros, por Noelia Navarro.

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

O que fazer com esse fogo ardente que me devora?

Que derrota as últimas barreiras da proteção da minha alma,

ultrapassa o meu último resquício de recato

e pede passagem ao desejo constante de sentir tua presença.

Já perdi meus planos, meus sentidos, minhas certezas.

Tornei-me inconveniente, inoportuno, impertinente.

Como um ser atrevido, recito meus sentimentos em mais plena liberdade

e tudo o que busco é apenas o teu sorriso.

Sinto-me despropositado e lascivo como os acordes de Paganini.

Meus movimentos são petulantes, às vezes impróprios,

mas o que fazer se o meu ser é insolente às regras e aos padrões?

Sou um lúbrico, desregrado, distante da beleza terna dos anjos.

Não inspiro nem suavidade, nem delicadeza. Sou impuro.

E essa indecorosa imperfeição que encontra sentido apenas em teus braços.

 

 

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