ANIMES: 10 das Melhores Séries de Drama e Romance

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Foto: Cena de Hyouka, Kyoto Animation, 2012

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Fazer uma lista de animes não é uma tarefa fácil. Ainda mais se considerarmos a diversidade de gêneros e de material disponível. Da ação ao drama, da comédia ao sci-fi, do romance ao mistério… sem contar que várias séries englobam mais de um gênero, o que exige paciência, prudência e respeito ao material apresentado quando a seleção é feita. Apenas uma certeza nos acompanha: a escolha será sempre parcial e incompleta.

A escolha drama e romance não significa que outros animes, até superiores em termos de qualidade, não pudessem compor esta lista também. Por exemplo, Stein Gate, Code Geass e Charlotte também possuem drama e romance, mas todos são centralmente de ficção científica, o que permitiria a sua combinação com vários da lista abaixo. Mas parra evitar injustiças, foi adotado o critério de predominância do tema, o que, convenhamos, é uma escolha discricionária de quem assina.

Outro aspecto importante é que a lista abaixo não foi elaborada em ordem hierárquica. Numa escala de 0 à 10, eu classificaria todos como de 8,5 parra cima. Mas é possível afirmar que os 6 últimos são indiscutivelmente os melhores. Por fim, evitei a escolha de visual-novels, o que ficará, assim como as comédias românticas, para outra guia.

1. Koi To Uso – Drama/Romance/Ficção Científica. Direção: Seiki Takuno, Estúdio: Linden Films (2017)

Começamos com uma adaptação de mangá que reflete uma das preocupações atuais da “Terra do Sol Nascente”: o envelhecimento da população. Tema recorrente em vários animes.

Para enfrentar o problema da queda de natalidade o governo japonês resolveu formar casais entre os jovens que completam 16 anos. A estratégia consiste na utilização dos candidatos por meio de dados probabilísticos de um sistema de computador e de convencimento (um pouco forçado) dos escolhidos. Só que a lógica matemática do governo não pensou em outros dois fatores importantes: a liberdade de escolha e as emoções envolvidas. Na verdade, o roteiro poderia envolver situações ainda mais complexas, como opção sexual, por exemplo. Entretanto, o próprio “plot”, mesmo com todos os cortes, já lança uma situação complicada para ser abordada em apenas 12 capítulos. Apesar de um pequeno problema no final, o qual poderia seguir alguns caminhos diferentes, o roteirista e o diretor se saem muito bem, em trabalho que foi facilitado pela existência de material original em mangá.

A estória está centrada em Yukari Negima que finalmente, um pouco antes de completar 16 anos, conseguiu reunir coragem suficiente parra declarar a sua paixão de longa data pela colega Misaki Takasaki, no que é correspondido. O casal não contava, contudo, com o projeto do governo japonês que decidiu pela sua compatibilidade com Ririna Sanada. Esta, por sua vez, fica muito feliz e interessada quando conhece Negima, mesmo assim resolve ajudá-lo no seu romance com Misaki. Tal situação acabou abrindo a brecha a um conflito emocional para o qual nenhum dos adolescentes estava totalmente preparado.

2. Plastic Memories – Drama/Romance/Ficção Científica. Direção: Yoshiuki Fujiwara, Estúdio: Doga Kobo (2015)

Seguindo no mundo da ficção científica, aqui um drama bem mais intenso. Também no futuro, a convivência entre seres humanos e androides passou a ser algo comum, inclusive com empresas especializadas neste tipo de situação. Tsukasa Mizugaki acaba, por indicação familiar, indo trabalhar na S. A. Corp, empresa responsável pelo modelo de androide “giftia” que, além das características física, também apresenta memória e adquire emoções como humanos. Ocorre que os “giftias” possuem um tempo de bateria própria e de vida, motivo pelo qual a empresa mantém um departamento de “desativação” onde vai trabalhar o nosso protagonista.

Entretanto a situação é muito mais complicada do que ele esperava. Os androides estão incorporados às famílias na condição de filhos adotivos, pais, irmãos e até parceiros românticos, tamanho é o desenvolvimento emocional dos giftias. Para piorar, cada equipe de desativação é formada por um humano e um androide que, no caso de Tsukasa, é a bela Isla e os dois acabam se envolvendo emocionalmente. Qual será o desenrolar da estória, tendo em vista que a própria Isla tem um tempo de vida cronometrado?

O anime surpreende pela excelente qualidade e muito se deve ao ótimo roteiro de Naotaka Hayashi, envolvendo completamente o espectador.

3. Kokoro Connect – Drama/Romance/Sobrenatural. Direção: Sanatsu Anda, Estúdio: Silver Link (2012)

O ponto de partida poderia ser um mero clichê: a troca de corpos dos personagens. Mas é uma mera apresentação cômica para a intensidade de emoções que virá adiante. Mais do que a conexão entre corações que dá título à série, o ponto forte do anime é a necessidade dos protagonistas enfrentarem a exposição completa das suas emoções. Não é por acaso que Kokoro Connect está sempre em qualquer lista de melhores dramas e romances.

Os integrantes de um clube de estudos culturais de uma escola japonesa, nomeadamente Yaegashi Taichi, Nagase Iori, Himeko Inaba, Yoshifumi Aoki e Kiriyama Yui, viviam normalmente até o momento em que as suas almas começam a trocar aleatoriamente de corpos. O que no início parece divertido, acaba se tornando um problema grave quando eles descobrem que tudo isto é parte de uma experiência realizada pela entidade autodenominada “semente do coração”. Aos poucos os sentimentos, amores escondidos e medos são colocados em máxima exposição, situação agravada porque nem sempre existe correspondência de interesses.

O anime também conta com uma das mais inusitadas cantadas de todos os tempos, ainda nos primeiros capítulos e ótimas interpretações, com destaque para Aki Toyasaki que interpreta Iori Nagase.

4. Kimi Iru No Maichi Drama/Romance. Direção: Shigeyasu Yamauchi, Estúdio: Tatsunoko Poduction (2013)

Eu já fiz uma crítica completa de Kimi Iru No Maichi que no início eu não levava a sério, mas fui surpreendido pelo bom roteiro e pelas belas imagens estáticas, as quais são um recurso de dramatização muito bem utilizado pelo diretor. Conta a vida de Haruto Kirishima, um rapaz que mora no interior do Japão possui um talento especial para a cozinha. Um dia ele acaba recebendo a filha de um amigo de seu pai Eba Yuzuki, uma moça de Tóquio que muda para o campo visando completar o ensino médio. Aos poucos os dois vão se aproximando, mas ela retorna para a capital, transformando a relação dos dois.

5. Zetsuen No Tempest – Drama/Romance/Ficção/Comédia. Direção: Andou Masahiro, Estúdio: Bones (2012) –

Se já não bastasse ser uma obra do Estúdio Bones, conhecido pela qualidade do seu trabalho, a carta de apresentação do anime conta com a direção brilhante de Andou Masahiro, nada menos do que o diretor de “FullMetal Alchimist: Blotherhood” e “Ghost In The Shell”, que disputam o topo de melhor série de animação de todos os tempos. Para completar, ainda temos o excelente roteiro de Mari Okada é inspirado em duas das mais complexas obras de Shaskespeare: “A Tempestade” e “Hamlet”.

O anime conta a história do jovem Yoshino Takigawa, um garoto que segue uma vida normal como colegial junto com seu amigo “siscon-tsundereMahiro Fuwa e a irmã deste, a misteriosa Aika Fuwa. Após a morte de Aika, Mahiro reaparece viaja sem destino, mas reaparece quando um estranho fenômeno começa a atacar o mundo e a metalizar as pessoas. Ao mesmo tempo plantas/semente gigantes brotam nas cidades e no Oceano. Mahiro diz ter a solução para enfrentar o problema graças ao acordo feito com a maga Hakaze Kusaribe que, por sua vez, está isolada em uma ilha, onde foi largada dentro de um barril.

A história é cheia de personagens complexos, reviravoltas surpreendentes e, muitas vezes, ninguém sabe em quem confia realmente. O próprio Yoshino guarda um segredo que pode prejudicar a sua amizade com Mahiro. Também merece destaque a excelente atuação de Miyuki Sawashiro, responsável por dar voz à “maga do barril” (Hakaze) e de Kana Habazwa, seiyu de Aika. Aliás, os dois protagonistas masculinos também são ótimos, mas Hakaze e Aika roubam a cena várias vezes.

6. Guilty Crown – Drama/Romance/Ficção Científica/Ação. Direção: Tetsuro Araki, Estúdio: I. G. Poductions (2011)

Aqui um anime que poderia ser classificado em várias categorias, inclusive ação, dada a presença constante da luta entre Mechas (Robôs Gigantes Controlados por Humanos). Ouma Shu, o protagonista da estória, também possui superpoderes (aliás, vários personagens possuem), o que lhe permite retirar armas poderosas de dentro dos corações dos humanos. Mas o grande motor desenvolvimento do roteiro, na verdade, é o romance entre Shu e a protagonista feminina, a misteriosa cantora Inori Yuzuriha, vocalista da banda “Egoist”.

No início Shu é um estudante antissocial e tímido. Entretanto, quando ele conhece Inori fugindo das forças policiais da governo que a mantinham aprisionada, tudo começa a mudar. Num primeiro momento ele não conseguiu salvá-la, mas esta situação permitiu que ele entrasse em contato com a organização de resistência chamada “Funerária”, na qual ele ingressa meio que forma forçada, e isto lhe permite resgatar Inori. O Japão estava dividido em territórios controlados desde a decretação de estado de emergência pelo espalhamento de um vírus pelo país, sem controle específico. Além disto, o governo militar instaurou um regime de exceção onde todos são controlados.

Neste cenário, cercado de personagens duplos e trocas de posições, Shu demonstra crescimento de personalidade e assume uma posição de liderança em momentos críticos, ora contando com o apoio dos seus amigos, ora se sacrificando para defendê-los. Além das ótimas atuações dos protagonistas, destaque para a trilha sonora que resultou em outra curiosidade do Anime. A Banda Egoist virou um projeto dos cantores e, inclusive, gravou um disco, tendo Inori como personagem central dos videoclipes.

Extra, Egoist:

7. Kiokay no Kanata – Drama/Romance/Fantasia/Ação. Direção: Ishidate Taichi, Estúdio: Kyoto Animations (2013)

A saga protagonizada pelo meio humano, meio-youmu imortal, Akihito Kanbara, e pela pequena e misteriosa “menina de óculos”, herdeira do “clã do sangue amaldiçoado”, Mirai Kuryiama, é um misto de crítica, romance, drama, comédia e fantasia, recheados com grandes doses de ação. Os carismáticos protagonistas são acompanhados por coadjuvantes excelentes e complexos, com destaque para os adolescentes, como a vaidosa Mitsuki Nase, o seu irmão assumidamente “siscon” e melhor amigo de Akihito, Hiroomi Nase e a youmu Ai Shindo, Os cinco protagonizam uma cena de música e dança que é espetacular pela qualidade (aliás, uma das marcas do estúdio).

A série tem vários momentos em que predomina a comédia e são ótimos. Mas a premissa principal do roteiro, “dois personagens amaldiçoados pela cultura humana, perseguidos, mas que podem salvar o mundo” indica que estamos falando de um drama. E, de fato, a parte emocional fala muito forte em vários momentos, especialmente no filme que encerra a série, seja no desespero eventual de Akihiro, seja nos múltiplos sacrifícios de Kuryiama.

É impossível não simpatizar com a personalidade despreocupada de Akihiro, o seu fetiche por “meninas bonitas de óculos” e a contraposição com a desajeitada e perfeccionista Kuryiama, que responde às coisas que a contrariam com o bordão “que desagradável”. No início ela tenta matar Akihito várias vezes por ele ser, em parte, youmu. Ele não leva os ataques a sério, deixando ela sempre irritada. Isto acaba criando um laço entre os dois personagens que será importante nos momentos mais difíceis adiante.

8. Ano Hi Mita Hana No Namae o Bokutachi Wa Mada Shiranai (Ano Hana) – Drama/Romance/Sobrenatural. Direção: Tatsuyuki Nagai, Estúdio: A-1 Pictures (2011)

Prepare uma caixa de lenços de papel para assistir Ano Hana. É uma estória belíssima, mas que foi classificada em primeiro lugar pelos japoneses na lista dos animes que fazem chorar, vencendo, inclusive, “Tóquio Magnitude 8.0” e “O Túmulo dos Vagalumes”. Mas eu tive uma impressão diferente, este foi um anime que me deixou muito feliz ao final.

A tradução do nome gigantesco, Nós Ainda Não Sabemos o Nome da Flor Que Vimos Naquele Dia, traduz o elevado grau de incerteza e de interpretações distintas que cada um dos personagens possui em relação ao fato principal: a morte prematura de Meiko “Menma” Honma. Dez anos após a tragédia, o fantasma de Menma surge para aquele que era o líder do seu grupo de amigos, Jinta Yadomi ou Jintan. Ele mesmo deixou de ser uma criança ativa para vira um adolescente/jovem recluso, antissocial, que falta constantemente às aulas e não trabalha. Sensível ao drama pessoal do filho, o seu pai aceita a condição, ao contrário de Naruko “Anaru” Anjo, uma bela adolescente que é colega de classe de Jintan, demonstra uma “queda” por ele e que fazia parte do antigo grupo de amigos.

Menma, no início não sabe o motivo do seu aparecimento como fantasma, mas acredita que seja a impossibilidade de migrar para o paraíso, motivo pelo qual ela e Jintan precisam reunir o antigo grupo para desvendar o mistério. E assim eles partem atrás, além de Anaru, de Atsumo “Yukiatsu” Matsuyuki, Chiriko “Tsuruko” Tsurumi e Tetsudo “Poppo” Hisakawa. O problema é que apenas Jintan consegue enxergar Menma, o que, no início, com exceção de Poppo, faz com que todos acreditem ser esta uma ilusão do recluso Jintan. Anaru sente ciúmes, por achar que o rapaz era apaixonado por Menma, Yukiatsu entende ser a pessoa que mais sente a falta de Menma e, por outro lado, sente inveja da atração das meninas por Jintan. Já Tsurumi, no início, não demonstra muito a sua opinião e segue as posições de Yukiatsu de quem é colega em escola preparatória.

Com o tempo, mediante muito sofrimento, os dramas pessoais de cada um dos personagens e a sua versão para a tragédia vão sendo revelados, os próprios familiares de Menma sentem o impacto da sua possível presença como espírito. Os últimos capítulos apresentam grande intensidade emocional, em especial porque algumas surpresas pegam os personagens despreparados.

9. Hyouka – Drama/Romance/Comédia/Mistério. Direção: Yasuhiro Takemoto, Estúdio: Kyoto Animations (2012)

Hotaro Oreki é um adolescente que tem a filosofia de gastar pouca energia, apesar de genial. Praticamente forçado por sua irmã mais velha, com quem vive, ele se junta ao Clube de Liteatura Clássica onde, de início, conhece a jovem Chitanda Eru, uma menina tímida, gentil e educada, filha de ricos fazendeiros da região onde eles moram. Juntam-se ao grupo o eterno amigo de Oreki, o elétrico Satoshi Fukube e amiga/inimiga do primeiro, Mayaka Ibara, que também ajuda na biblioteca e faz parte do clube de mangás.

Os mistérios que surgem, num primeiro momento parecem coisas triviais, mas aos poucos vão demonstrando o quão complexa e genial é a capacidade de raciocínio de Oreki. Dada à sua filosofia sobre energia, ele sempre evita participar das investigações, mas duas coisas lhe impedem: a curiosidade de Chitanda e o poder que esta exerce sobre ele quando começa a fitá-lo com o seu olhar intenso. Tamanho é a influência que ela possui sobre ele que, em determinado momento, a direção faz uma ilustração onde galhos e flores começam a se apoderam do corpo de Oreki sendo encarado pela curiosidade de Chitanda.

Existe um ponto contraditório no comportamento da personagem, pois nos dias normais ela é uma menina educada, tímida e atrapalhada. Mas muda completamente quando a sua curiosidade é estimulada ampliando a atração e o domínio que exerce sobre as decisões de Oreki. Aos poucos Satoshi e Ibara passam a acompanhar o processo de persuasão como um divertimento.

Outro aspecto interessante é a possibilidade de conhecer elementos da cultura e da história japonesa por meio dos mistérios desvendados. O primeiro de todos, em especial, que dá nome à série, relata como cresceram os festivais culturais escolares no Japão nos movimentos da década de 1960, e as rebeliões e conflitos travados pelos estudantes para ampliar este espaço.

O desenvolvimento da trama também vai deixando de ser focado apenas nos mistérios e começa a tratar da vida pessoal dos personagens. O relacionamento amoroso e cheio de conflitos do casal coadjuvante, Satoshi e Ibara, a inveja reprimida que Satoshi guarda em relação à genialidade impressionante de Oreki e a própria divertida, tímida e evidente paixão mútua que envolve Chitanda e Oreki.

O trabalho técnico de animação, como um conjunto, é excelente e belíssimo, com destaque para as cenas em que Chitanda envolve Oreki com a sua curiosidade, para aquelas que ilustram o raciocínio do protagonista e toda a sua lógica e para a parte final do último capítulo.

10. Shigatsu Wa Kimi No Uso. Drama/Romance/Musical. Direção: Kiohei Ishiguro, Estúdio: A-1 Pictures (2014)

Este é outro anime para o qual já fiz uma crítica independente, dando destaque à versão do título em português “Sua Mentira em Abril”. Trata-se de uma verdadeira obra-prima em termos de animação, roteiro, interpretação (dublagem) e qualidade musical. Narra o drama sofrido pelo prodígio pianista Kousei Arima que depois da morte de sua mãe passou a considera-se incapaz de tocar novamente, mas tudo muda quando ele conhece a violinista Kaori Miyazono. Aos poucos ele começa a retomar ao seu trabalho de um estilo artístico mais livre e vai descobrindo os mistérios que envolvem a vida de Kaori.

Além da animação belíssima e de alto nível (com exceção de algumas cartunizações exageradasem piadas esparsas), do roteiro surpreende e da atuação dos protagonistas, merece destaque a escolha musical, que envolve clássicos como Chopin, Beethoven, Thaikovsky e Kreutzer.

 

 

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