DEIXE O AMOR TOMAR CONTA DA SUA VIDA

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Foto: 5 Centimeters for Second, by Makoto Shinkai

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Quando chega o final do ano, dois sentimentos tomam conta das pessoas: o desejo de reparar seus erros, espalhando o máximo de amor possível ou uma sensação de tristeza, impotência, sofrimento por uma jornada incompleta. Ambos são fruto de um mesmo motivo, o domínio pelo calendário, pela agenda, pelas limitações do dia a dia. É como se existisse um tempo adequado para amar, trabalhar, enriquecer, esquecer, sofrer, calculado matemática e mecanicamente. Mas isto é um erro.

Não posso negar que existe muita demagogia nas festas de final de ano, mas os sentimentos sinceros são a grande maioria. As pessoas estão dominadas pelo fluxo contínuo de um mundo estrutural e racionalizado, onde até mesmo as emoções são fabricadas. Quanto mais avança a tecnologia, mais dependentes nos tornamos, mais vazios ficamos e menos livres. É um paradoxo, pois criamos esta para nos ajudar, nunca para ser dominados. Mas dentro de uma sociedade onde o acesso aos bens de produção e reprodução da vida é desigual, poucos tem a liberdade de utilizar a tecnologia de forma adequada, como instrumento de libertação.

Os anarquistas tinham razão quando afirmavam que a primeira revolução é interna, é de consciência, de atitude, de emoções e de vontades. Se esperarmos que todas as transformações venham de fora, vamos ficar parados no tempo. A cidadania ativa foi uma invenção revolucionária, mesmo que aprisionada posteriormente pelas agendas e pelos calendários. Precisamos libertá-la.

Querer transformar o mundo é uma tarefa diária, ela começa por dentro e se espraia pelo ambiente que nos cerca. Fazer a diferença não é acumular mais dinheiro e mais aplausos midiáticos, mas é incentivar a organização coletiva, enfrentar o ódio, o preconceito, a violência e todos esses comportamentos inadequados que maculam a passagem da humanidade pela Terra.

Estamos predestinados, talvez esta não seja a palavra adequada, a amar. A amar profundamente, intensamente, sem limites e sem diferenças. O amor não escolhe religião, ausência de religião, sexo, gênero, idade, é um sentimento transcendente, uma força motriz para a real transformação do mundo e da humanidade.

Podes amar amigos, amigas, animais, parentes, familiares e até inimigos. Podes amar intensamente aquela pessoa com quem brigas cotidianamente por coisas pequenas, mas que faz parte essencial da sua vida. Podes amar o vento, a chuva, a liberdade, a paz, as flores, o canto dos pássaros, o rock, a música clássica. Só não podes deixar de amar. Deixar de amar é uma condenação ao isolamento. E o isolamento é a morte da alma.

Por isto, neste momento em que tantos preferem odiar, abra o seu coração para o amor. Se liberte dos padrões que te aprisionam. Torne o amor a mola propulsora da sua vida. Seja, de fato, livre. Amar é viver, é transformar, é construir.

 

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