A MORTE DO AMOR

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Foto: Abandono (fonte: Visualhunt)

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

 

Te amei como jamais havia amado.

Te desejei, além dos limites do humano.

Te decantei em verso e prosa como um menino, lutei com o mundo

e hoje descobri que tudo isto foi em vão.

 

Não sei quais os próximos passos.

A rosa-dos-ventos perdeu seus caminhos.

Encontro-me perdido como nunca antes estive.

É duro continuar esta jornada com uma dor que corroí.

 

Prefiro não levantar, não vejo mais sentido.

E como se tivesse perdido o rumo da minha alma que, no fim, era frágil.

Minhas lutas foram contra moinhos, se fossem dragões, teria sido devorado.

 

Ao longo da rua um falso profeta grita: o amor está morto, os sonhos estão mortos, os desejos também.

Não contesto, afinal, eu, este ser moribundo, patético e putrefato, também já estou morto.

Apenas, ainda não tinha descoberto.

 

 

 

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