AMOR, PAIXÃO E METÁFORAS

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Foto: Leonid Afremov, Espíritos Pelo Lago

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Alguns cientistas dizem que a paixão é uma doença,

uma patologia onde as emoções são extremadas

onde o desejo de sentir a presença do ser amado é uma constância.

E se for algum tipo de doença, não quero, de ti, curar-me.

Não acredito que algo que balança os meus sentidos seja ruim.

Nem que esta busca permanente por encontrar-te seja um desperdício.

O mundo perde o sentido sem a tua presença,

a arte perde as suas cores, o vento enfraquece e a dor fica mais intensa.

Por falar em cores, tenho vontade de mergulhar no arco-íris infinito dos teus olhos,

os mesmos olhos que aprisionam a minha atenção e me fazem esquecer do mundo.

Desejo poder tocar-te, desejo poder abraçar-te e quem sabe, talvez, um dia, beijar além da sua face.

Não creio em fórmulas prontas. A única crença que carrega é a de que sou transformado pela sutileza dos teus gestos.

Tens o dom de transformar pequenas emoções em odes supremas,

de dar vida às mais esquecidas metáforas.

Antes de te conhecer, meus versos eram estéreis, científicos, incompletos, faltava o principal.

Faltava ouvir a tua voz. Este bálsamo de doçura que acaricia a minha alma.

Posso até curar-me de todas as patologias, mas jamais deixarei de amar-te.

 

 

 

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