DELÍRIO

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Foto: Jardim do Amor, de Wassily Kandinsky (1912)

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Já não sei quantas vezes declarei que te amo,

quantos momentos fechei meus olhos e vi a luz da tua imagem.

Mas não canso de abrir meu coração, resistir às tentações insanas

e sonhar com a tua voz em meus delírios.

Neles, entrego-me aos meus desejos mais profundos,

de tocar teus lábios com a intensidade da minha alma,

sentir a tua pele com a rusticidade das minhas mãos

e lutar em agonia contra o silêncio que me devora.

Sinto-me insensato, inconsequente e exposto ao vulgo,

mas não me arrependo dos meus gestos, das minhas palavras.

Temeria, e disto não tenho dúvidas, aprisionar as minhas emoções no vazio,

desistir sem tentar e viver escondido, infeliz por jamais te encontrar.

Quero ter o direito de sonhar com teus passos,

de poder caminhar ao teu lado nos momentos mais duros,

de ouvir teu riso, de secar teu pranto, de tocar o teu espírito.

Pois não conheço amor que não seja entrega, não reconheço o amor que não seja encontro.

 

 

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