CÚMPLICES

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Foto: O Beijo, de Gustav Klimt

 

Autor: Sandro Ari Andrade de Miranda

Decidi, esta noite, depois no nosso encontro,

que de você, quero ser cúmplice.

Cúmplice não apenas das noites intensas,

nas quais nossos corpos entrelaçados

tremem diante do fogo que queima a pele.

Cúmplice para além do beijo cálido, interminável,

que desmascara o tempo em razão do nosso comportamento infame.

Cúmplice como um companheiro de atos que subvertem a lógica,

como pular muros, saltas janelas e mergulhar no rio.

Cúmplice, sem compromisso de responder às normas,

de aderir a um universo lúdico que só faz sentido em nossa mente insana.

Cúmplice dos olhares que se entrecruzam

e adentraram selvagemente para dentro da alma.

Cúmplice para que não sejamos dominados pelo tédio,

para que suportemos até a mais rigorosa imposição.

Cúmplice, como só nós podemos ser,

pela nossa forma insurgente de agir, profana,

sem medo de se entregar para além dos limites.

 

 

 

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