A ETERNIDADE DO DIA

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Foto: Amantes Com Margaridas, Marc Chagall (1949-1959)

 

Quando te digo que para te amar resta-nos hoje,

é porque este dia é eterno!

Tão eterno quanto os outros dias do alvorecer ao poente.

É eterno como o movimento das águas

que drenam de forma infinita ao encontro do mar.

É eterno como as palavras que saem dos teus lábios

e tocam a minha alma de forma intensa.

 

Quando eu digo que te quero para sempre,

não é uma forma de aprisionar-te,

mas de sentir a tua intensidade nos nossos momentos.

De tocar a tua face, mesmo que em metáforas,

de silenciar o tempo ao sentir a tua boca.

É entregar-me sem pensar no amanhã

e contar os minutos como os poros de tua pele eriçada.

 

Quando proclamo a eternidade do nosso amor,

é o desejo de transcender os limites da racionalidade mecânica.

Uma tentativa insolente de suspender as regras da razão

e alongar as horas para que estas nunca se acabem.

E vivenciar este dia como único,

pois únicos são os momentos em que estou junto de ti.

 

(Sandro A. A. de Miranda, 29/10/2019)

 

 

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